5 coisas do mundo da inovação que você precisa saber – Fevereiro

O que rolou no mês de fevereiro
no mundo da inovação

Para além dos grandes eventos midiáticos como o carnaval e o Super Bowl, fevereiro foi um mês marcado pela inovação. Discussões sobre inteligência artificial, novas dinâmicas de influência global e transformações no consumo mostraram como diferentes forças continuam moldando o presente — e apontando caminhos para o que vem por aí. A seguir, os destaques do mês.

Pessoas versus IA
Nessa matéria de capa, a Revista Time reuniu nove americanos para discutir os efeitos da IA, como perda de empregos, desinformação e impacto ambiental. Na Virgínia, cerca de 200 moradores se mobilizaram contra a construção de data centers ligados à tecnologia. Casos como esses evidenciam que, além de impulsionar a inovação, o avanço acelerado da IA já mobiliza debates relevantes para o futuro da sociedade.

Data centers espaciais acendem alerta sobre soberania digital
Empresas dos EUA e China anunciaram planos de construir data centers em órbita, prometendo aliviar pressões energéticas em países do Sul Global. Mas especialistas alertam: sem governança compartilhada, a tendência pode agravar a dependência digital e colocar dados fora do alcance de legislações nacionais.

O Super Bowl do GLP-1
Grande destaque de fevereiro, o Super Bowl foi uma vitrine para medicamentos GLP-1 (como Ozempic e Wegovy) na cultura pop. Marcas como Novo Nordisk, Eli Lilly e Ro investiram mais de US$ 10 milhões cada em anúncios com celebridades como Serena Williams e DJ Khaled, visando promover seus produtos e combater o estigma em torno deles. A estratégia mostra como esses remédios já estão inspirando transformações culturais que vão muito além da saúde.

Os 250 inovadores de destaque da Forbes
Para celebrar os 250 anos dos EUA, a Forbes listou os 250 maiores inovadores do país. A seleção vai de nomes clássicos da tecnologia, como Elon Musk e Sam Altman, a líderes de áreas diversas como Ralph Lauren, Oprah Winfrey e Jennifer Doudna – reforçando que inovação não é só sobre tecnologia, mas sobre visão, impacto e capacidade de gerar transformação.

O Panorama de Desinformação no Brasil
O uso de inteligência artificial para criar e espalhar conteúdos falsos explodiu no Brasil: segundo o 1º Panorama da Desinformação da Lupa, o número de deepfakes e outras peças falsas geradas por IA cresceu 308% em um ano. Em 2025, quase metade desses conteúdos tinham viés ideológico, o que acende o alerta para 2026, ano de eleições gerais, em que o impacto das fake news pode ser ainda mais profundo.

Acompanhar os movimentos do mercado é o primeiro passo para antecipar tendências e inovar com impacto. Todo mês, a curadoria do PepsiCo Labs reúne os acontecimentos que estão redesenhando o futuro dos negócios – com tecnologia, propósito e ação.

5 coisas do mundo da inovação que você precisa saber – Janeiro

O que rolou no mês de janeiro
no mundo da inovação

2026 começou levantando pautas importantes no cenário de inovação. Do avanço dos agentes de IA para áreas críticas – como saúde e pesquisa científica – ao esforço global por uma regulação mais moderna e inclusiva, o mês de janeiro mostrou como tecnologia, sociedade e políticas públicas estão cada vez mais entrelaçadas. A seguir, reunimos os principais destaques que ajudam a decifrar o que vem pela frente nos próximos meses:

CES mostra que a IA está em todo lugar
A feira de tecnologia de Las Vegas teve como tópico dominante a inteligência artificial em produtos do dia a dia. Robôs com movimentação realista, dispositivos para saúde feminina, companheiros virtuais e até um pirulito que toca música por condução óssea mostraram um mercado mais experimental e distribuído. Apesar das incertezas sobre adesão em massa, a CES reforçou que a IA está se espalhando por diferentes indústrias e suportes, viabilizando soluções cada vez mais disruptivas.

Claude amplia presença e reforça corrida global da IA
Na corrida pela IA, o destaque de janeiro foi para o Claude, da Anthropic. Além do assistente autônomo Claude Cowork, a ferramenta ganhou também recursos que a posicionam de forma inovadora no setor de saúde. O Claude for Healthcare conecta o modelo a sistemas médicos e o Claude for Life Sciences amplia as aplicações do chatbot em ensaios clínicos e pesquisa científica. Os avanços refletem a disseminação da IA em diferentes campos e tarefas – e serve como termômetro do que ainda pode vir por aí.

Global Risks Report 2026: Fórum Econômico Mundial alerta para riscos geoeconômicos e desinformação
Um dos relatórios mais esperados do ano, o Global Risks Report 2026 aponta os conflitos geoeconômicos como principal risco de curto prazo – um reflexo de um cenário global mais fragmentado e imprevisível. No longo prazo, os destaques são a desinformação e o uso não regulado de inteligência artificial, que caminham lado a lado. Os dados reforçam a urgência de definir governança e responsabilidades no uso de tecnologias emergentes, especialmente em ano de eleições em países como o Brasil.

Davos e o desafio de inovar com responsabilidade
Janeiro foi também o mês do tradicional encontro do Fórum Econômico Mundial em Davos. Neste ano, os debates destacaram a necessidade de equilibrar inovação com responsabilidade. Líderes como Yoshua Bengio e Yejin Choi alertaram para os riscos de uma IA que reproduz vieses e falhas humanas, enquanto executivos discutiram formas de redesenhar modelos de engajamento nas redes sociais. Houve também atenção ao papel do Sul Global – com representantes propondo modelos de desenvolvimento mais inclusivos, sustentáveis e digitais. Os diálogos reforçam que, diante de um cenário cada vez mais fragmentado, o futuro será moldado não só pela tecnologia, mas por quem define suas regras e valores.

Edelman Trust Barometer: insularidade é o novo sintoma da crise de confiança
Na edição de 2026, o Edelman Trust Barometer foca na “insularidade”, uma tendência coletiva a se fechar em “ilhas” – sejam elas pessoais, institucionais ou informacionais. Quatro forças alimentam o fenômeno: ansiedade econômica, medo da IA, desinformação e falta de ética percebida nas lideranças. De acordo com o estudo, 70% das pessoas não confiam em quem consome informações de fontes diferentes das suas. Apesar disso, a confiança cresce em países em desenvolvimento e o Brasil se destaca como o país com menor medo da IA substituir empregos. Em um mundo cada vez mais fragmentado, cresce a demanda por instituições que reconstruam pontes e atuem como mediadoras de diálogos e negociações.

Acompanhar os movimentos do mercado é o primeiro passo para antecipar tendências e inovar com impacto. Todo mês, a curadoria do PepsiCo Labs reúne os acontecimentos que estão redesenhando o futuro dos negócios – com tecnologia, propósito e ação.

5 coisas que você precisa saber sobre a Reforma Tributária

5 coisas que você precisa saber sobre a Reforma Tributária

A Reforma Tributária já começou a sair do papel, e inaugura uma das maiores transformações estruturais do ambiente de negócios no Brasil nas últimas décadas. Para além dos impostos, estamos falando de uma mudança profunda na forma como as empresas operam, tomam decisões e estruturam seus sistemas, processos e governança. É um cenário complexo, que exigirá organização.

A seguir, reunimos cinco pontos essenciais para entender o que está em jogo – a partir da experiência prática da PepsiCo na preparação para esse desafio que vem para colocar o Brasil em um novo patamar no cenário internacional:

A Reforma não é um momento pontual, será uma jornada

A Reforma Tributária não começa e termina em uma data específica. Trata-se de um processo vivo, com regras que continuarão sendo publicadas, ajustadas e detalhadas ao longo dos próximos anos. Na prática, isso significa operar em um ambiente de mudança constante, no qual decisões tomadas hoje precisam considerar não apenas o cenário atual, mas também a capacidade de adaptação no futuro. Planejar como um projeto pontual aumenta riscos; encarar a Reforma como um programa contínuo é o que garante resiliência.

Durante anos, as empresas terão que operar com dois sistemas tributários ao mesmo tempo

O período de transição cria um nível elevado de complexidade operacional. Durante os sete anos da transição, um dos maiores desafios da Reforma será a coexistência do sistema atual e do novo modelo tributário. Isso adiciona uma camada significativa de complexidade operacional, fiscal e tecnológica. Para empresas de grande porte, com cadeias extensas e operações altamente integradas, isso implica revisar processos, recalibrar sistemas e garantir que informações fiscais, financeiras e operacionais estejam sincronizadas – tudo isso sem interromper o negócio no dia a dia.

A Reforma impacta toda a empresa, não apenas a área fiscal

Embora o tema seja tributário, os efeitos da Reforma se espalham por toda a organização. Vendas, operações, finanças, tecnologia, jurídico e cadeia de suprimentos são impactados de forma direta. Na PepsiCo, ficou claro desde o início que não seria possível avançar com áreas trabalhando de forma isolada. A criação de comitês multifuncionais, reunindo diferentes expertises, foi essencial para identificar riscos, tomar decisões mais assertivas e construir um roadmap realista para a transição.

Tecnologia deixa de ser suporte e passa a ser habilitadora do negócio

A Reforma exige mudanças profundas em sistemas, dados e integrações. Não se trata de “modernizar por modernizar”, mas de garantir que a tecnologia sustente a continuidade do negócio em um cenário regulatório instável. Na prática, isso envolve desde reconfigurações em ERPs e sistemas fiscais até a revisão de arquiteturas para permitir ajustes rápidos, testes integrados e implementações seguras. Sistemas tecnicamente perfeitos, mas desconectados da realidade operacional, não funcionam. Por isso, testes com participação ativa das áreas de negócio tornam-se indispensáveis para acompanhar a velocidade regulatória sem comprometer a operação.

Quem se antecipa transforma a Reforma em vantagem competitiva

Apesar da complexidade, a Reforma Tributária também abre espaço para ganhos estruturais. Empresas que se preparam desde já não apenas reduzem riscos, mas saem do processo com protocolos mais claros, sistemas mais robustos e times mais preparados para lidar com mudanças futuras.

Ao forçar revisões profundas, a Reforma cria uma oportunidade rara de simplificação, aumento de transparência e melhoria da eficiência operacional. No longo prazo, esse preparo tende a diferenciar organizações que apenas “cumpriram a regra” daquelas que usaram a transição para se tornarem mais competitivas.




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2026: o ano em que confiança vira infraestrutura​

2026: o ano em que confiança vira infraestrutura

Depois de um ciclo de euforia (tecnologia, crescimento, eficiência), 2026 tende a ser o ano da “volta ao essencial”: transparência, soberania, segurança e bem-estar fora das telas. Consumidores querem menos ruído e mais controle; e as marcas vão ser cobradas não só pelo que prometem, mas pelo que sustentam. A seguir, algumas tendências que devem marcar o próximo ano:

O estouro da bolha da IA & ChatGPT em xeque

O teste real começa agora: a dinâmica de investimentos em IA lembra bolhas clássicas, com valuations difíceis de justificar, empresas sem produto valendo bilhões e capital sugado de outros setores. A pergunta não é “se estoura”, mas como: um choque profundo (como o mercado imobiliário em 2008) ou uma correção mais branda (como o dot-com na virada do milênio). Se o retorno demorar, o ajuste pode apagar trilhões em valor, e o legado depende do que ficar de pé. Ao mesmo tempo, cresce a dúvida estrutural: LLMs talvez não sejam o caminho para AGI, enquanto agentes capazes de substituir funções humanas podem reconfigurar o trabalho. No front competitivo, a disputa aperta: a OpenAI precisa provar receita sustentável e o Google joga com caixa, distribuição e liderança técnica.

Financiamento climático & Agenda verde

O financiamento deixa de ser “assistência” e passa a operar como tese de investimento, com meta, escala e risco na mesa. No cenário global, a COP aprovou elevar a meta para US$ 300 bilhões/ano até 2035 para países em desenvolvimento e mirou US$ 1,3 trilhão/ano até 2035 somando fontes públicas e privadas. Em Belém, bancos multilaterais anunciaram compromisso de US$ 185 bilhões até 2030 para adaptação e mitigação, combinando recursos próprios e mobilização de capital privado. No Brasil, o TFFF empurra a lógica mais longe: um fundo de renda fixa que remunera investidores enquanto cria fluxo contínuo para conservar florestas tropicais. O jogo promete escala (já acima de US$ 6 bi e com €1 bi da Alemanha), mas traz tensão: risco de greenwashing e disputa sobre governança e prioridades locais.

Demografia e inversão da pirâmide etária

Natalidade em queda e longevidade em alta estão achatando pirâmides em “obeliscos”: base estreita, topo largo e pressão direta sobre previdência, trabalho e produtividade. A própria McKinsey aponta que, sem ganhos fortes de produtividade ou mais horas trabalhadas, o crescimento do PIB global per capita pode desacelerar, e o impacto chega cedo ao Brasil. Aqui, a taxa de fecundidade já está em 1,62 (abaixo da reposição), e a razão dos trabalhadores por idoso pode cair de 6,5 para 2,8 até 2050. O país envelhece rápido e com produtividade baixa: cerca de US$ 18/h por trabalhador, vs. US$ 60/h nas economias maduras. A reorganização vira necessidade: tecnologia, qualificação, mais participação no mercado e um redesenho do contrato social para sustentar a economia do cuidado.

Soberania digital

A governança de dados e controle de infraestrutura viram eixo estratégico. O apagão da AWS no final do ano mostrou como falhas em “um coração” da nuvem podem derrubar serviços por horas e expor dependências invisíveis. A concentração pesa: reguladores estimam que AWS e Azure ficam, cada uma, entre 30% e 40% do mercado em regiões como Reino Unido e Europa, e isso acende o alerta sobre resiliência nacional e corporativa. O próximo movimento é político e industrial, com foco em reduzir lock-in, criar padrões de continuidade (inclusive com múltiplos provedores) e fomentar ecossistemas locais/“amigos” para dados e IA. Em 2026, soberania digital deixa de ser discurso e vira decisão de investimento, regulação e cadeia produtiva.

Saudabilidade em 2026 – do hype ao sistema

Depois do choque provocado pelas canetas emagrecedoras em 2024–2025, o próximo ano deve marcar a consolidação da saudabilidade como sistema, não como tendência isolada. Com a ampliação do acesso a medicamentos metabólicos, cresce a pressão por um ecossistema coerente: alimentação, atividade física, sono, saúde mental e prevenção começam a ser vistos de forma integrada. O foco se desloca do emagrecimento rápido para manutenção, adesão de longo prazo e qualidade de vida. Isso abre espaço para novos serviços, alimentos funcionais mais acessíveis, reformulações silenciosas de portfólio e uma comunicação menos aspiracional e mais pragmática. Ao mesmo tempo, surgem debates regulatórios e éticos: medicalização excessiva, desigualdade de acesso e responsabilidade das indústrias. 

Analog wellness

A reação ao excesso de telas ganha corpo, e atividades como cerâmica, bordado, jardinagem e escrita voltam como práticas de presença e liberdade emocional. Em 2026, hobbies deixam de ser passatempo e viram uma espécie de antídoto, trazendo pertencimento, prazer não produtivo e descanso da lógica performática. A tendência não é só “estética retrô”, mas um jeito de retomar ritmo, atenção e identidade fora do algoritmo. Marcas e espaços físicos entram no jogo, mas o que sustenta o movimento é a sensação de que o digital chegou a rendimentos decrescentes. 

Privacidade na era dos wearables

A onipresença de câmeras e microfones discretos transforma o espaço público em um ambiente de vigilância potencial, e a privacidade vira negociação contínua. O que muda é social e legal: gravar sem consentimento tende a se normalizar tecnicamente, e a barreira passa a ser mais cultural do que tecnológica. Wearables “always listening” cristalizam a tensão entre conveniência e consentimento, especialmente porque envolvem terceiros que não escolheram ser captados. Em 2026, os limites legais e morais dos dispositivos como óculos inteligentes e “companheiros” de IA ganham mais destaque e urgência.

Brasil em modo eleição

As eleições presidenciais de 2026 vão acontecer em um ambiente de cansaço político, hiperpolarização e baixa tolerância a improvisos. Depois de anos marcados por crise institucional, tensão entre poderes e disputas narrativas constantes, cresce no eleitorado a demanda por previsibilidade, estabilidade e capacidade de gestão. Temas como custo de vida, segurança, saúde, educação e eficiência do Estado tendem a pesar mais do que grandes projetos ideológicos. Ao mesmo tempo, a desinformação segue como infraestrutura paralela da disputa eleitoral, agora potencializada por IA generativa, deepfakes e campanhas automatizadas

2025 em foco: inovação, clima, tecnologia e futuro do trabalho​

2025 em foco: inovação, clima, tecnologia e futuro do trabalho

À medida que 2025 se aproxima do fim, o setor de alimentos encerra o ano olhando para quatro movimentos que moldaram as conversas e decisões nos últimos meses: 

  1. A maturidade do ecossistema de startups
  2. Os resultados da COP30 em Belém
  3. O avanço cada vez mais concreto da inteligência artificial 
  4. O reposicionamento das grandes empresas de consumo

A seguir, reunimos de forma objetiva o que esses movimentos revelam sobre o ambiente em que empresas globais vão operar nos próximos anos.

Inovações e startups no Brasil

O ecossistema de startups chegou em 2025 mostrando força e maturidade: mais distribuído pelo país, mais focado em soluções B2B e com um salto importante das healthtechs, impulsionadas pela onda de IA aplicada à saúde. Ainda assim, alguns desafios continuam no radar, como dificuldade de escalar, baixa diversidade nas lideranças e pouca entrada de capital internacional. Mesmo com esses entraves, hubs do Nordeste e do Norte crescem acima da média, e o ambiente de inovação segue dinâmico, criativo e cada vez mais conectado às necessidades das empresas e das pessoas. Para empresas, isso significa um ambiente mais preparado para parcerias, testes rápidos e inovação aplicada; para startups, a mensagem é direta: resolver problemas concretos virou mais importante do que prometer disrupções abstratas.

O que a COP30 definiu

A COP30, realizada no Brasil, deixou claro que o foco agora está em execução. Houve avanços relevantes em adaptação climática, transparência e financiamento, além da criação de um mecanismo internacional para apoiar transições justas. Também foi lançado o Fundo de Florestas, iniciativa modelo que já nasce com US$ 6,7 bilhões. Apesar de temas como fósseis e desmatamento terem ficado fora do texto final, a conferência marcou um novo momento ao incluir direitos de povos indígenas, afrodescendentes e mulheres negras nos documentos, uma virada importante para a agenda climática global. O jogo climático passa a exigir soluções implementáveis, métricas de impacto e capacidade de execução, abrindo espaço para inovação em rastreabilidade, adaptação, bioeconomia e novos modelos de financiamento.

IA em 2025: o ano dos agentes

Depois do boom inicial, a IA entra em uma fase mais prática; e 2025 foi marcado pelos agentes autônomos, que executam tarefas complexas de ponta a ponta. O Brasil se destaca na adoção: 40% das empresas já usam IA, e entre startups esse número passa de 50%. Na prática, esses agentes já aparecem em aplicações concretas: em laboratórios de inovação e hubs corporativos, a IA apoia desde a análise de grandes volumes de dados de consumidores até a priorização de ideias e testes de novos produtos; em times de P&D e marketing, agentes automatizam pesquisas de tendências, simulam cenários de lançamento e aceleram ciclos de experimentação; em operações, ajudam a prever demandas, otimizar estoques e identificar gargalos antes que eles se tornem problemas. 

Apesar da adoção exponencial, nem todas as empresas conseguem enxergar resultados: 88% das organizações afirmam usar IA, mas apenas 39% conseguem medir algum impacto real no lucro. Daqui para frente, é importante entender que a tecnologia sem estratégia clara pode gerar mais confusão do que ajuda, e que nem todo o hype vale a pena. Com os sinais da bolha da IA se tornando mais claro, é preciso tomar cuidado e planejar antes de mergulhar nas tendências.

Trabalho e novos modelos organizacionais

A chegada da IA está mudando a estrutura das empresas, especialmente para quem está começando a carreira. Algumas funções de entrada estão diminuindo em áreas facilmente automatizáveis, enquanto profissionais que dominam a tecnologia conseguem crescer mais rápido e assumir novas responsabilidades. Por outro lado, setores como manufatura estão vendo a IA criar novas oportunidades ao simplificar operações. No dia a dia, isso já se traduz em mudanças concretas: equipes mais enxutas apoiadas por agentes de IA que organizam fluxos de trabalho, priorizam demandas e acompanham indicadores; gestores que tomam decisões com base em simulações e cenários gerados automaticamente; e times operacionais que ganham eficiência ao antecipar problemas antes que eles afetem produção ou entrega. O recado geral é claro: entender IA virou diferencial competitivo para profissionais e para negócios.

Saudabilidade, canetas emagrecedoras e o pós-patente

Em 2025, o debate sobre saúde metabólica ganhou uma nova escala com a proximidade da queda de patentes de medicamentos à base de GLP-1, liderados pela Novo Nordisk. A expectativa de entrada de genéricos e biossimilares tende a reduzir preços e ampliar drasticamente o acesso às chamadas “canetas emagrecedoras”, deslocando o tema do campo do luxo médico para o consumo de massa. Esse movimento já começa a provocar efeitos sistêmicos: mudanças no padrão alimentar, queda na demanda por certos ultraprocessados, pressão sobre marcas de indulgência e uma nova conversa sobre prevenção, obesidade e saúde pública.

A explosão das bets

As apostas esportivas se consolidaram como um dos fenômenos mais visíveis de 2025 no Brasil. Com publicidade massiva, patrocínios de clubes, influenciadores e presença constante nas transmissões esportivas, as bets passaram rapidamente do nicho para o centro da cultura popular. Ao mesmo tempo, cresceram os alertas: endividamento, vício, impactos na saúde mental e um público jovem altamente exposto a mensagens de ganho fácil. A regulamentação avançou, mas ainda corre atrás da velocidade do mercado. Para marcas e empresas, o tema exige cautela: ao mesmo tempo em que as bets representam um novo polo de investimento em mídia e esporte, também carregam riscos reputacionais relevantes. O debate sobre limites, responsabilidade e transparência tende a se intensificar, transformando as apostas não apenas em um negócio bilionário, mas em um teste regulatório, ético e social para o país.

Transformação na PepsiCo

Em um ano de tantas mudanças, a PepsiCo também deu passos importantes na sua jornada de transformação. O rebranding marca o momento em que a companhia reforça sua identidade como um ecossistema amplo de alimentos e bebidas, conectado à saúde, bem-estar, ingredientes de qualidade e impacto positivo. É um movimento que conversa com escolhas de consumo mais conscientes e com a estratégia global pep+, que orienta iniciativas de descarbonização, agricultura regenerativa e inovação responsável. A mensagem é simples: a PepsiCo está acompanhando as transformações do mundo e construindo, desde agora, o futuro da alimentação.

5 perguntas sobre a COP30

5 perguntas sobre a COP30

A COP30 colocou o Brasil no centro das discussões sobre clima e sistemas alimentares, e mostrou que implementação é a palavra-chave daqui em diante. Para a PepsiCo, foi a oportunidade de reforçar uma agenda que já faz parte do nosso core: transformar cadeias produtivas com práticas regenerativas, reduzir emissões de ponta a ponta, ampliar o uso eficiente de água e garantir impacto social real nas comunidades onde atuamos. 

Nesta entrevista, Regina Texeira, diretora sênior de assuntos corporativos da PepsiCo, compartilha os aprendizados dos dias intensos em Belém, os bastidores da presença da PepsiCo e o que a conferência sinaliza para o futuro da agenda climática no Brasil e no mundo.

Confira a conversa na íntegra:

1. Depois de todos esses dias intensos em Belém, olhando tanto pela sua perspectiva pessoal quanto pelo olhar de quem representa a PepsiCo em uma agenda global tão estratégica, quais foram os principais insights que você leva da COP30? O que mais se destacou para você e qual é o seu balanço final do encontro?

Voltei de Belém transformada pessoal e profissionalmente. Foram dias intensos, não só pela agenda em si, mas pela força humana que ela carrega. Caminhar pela COP é sentir que estamos tentando escrever uma história nova — e, para mim, essa sensação ficou ainda mais forte por ter tido a oportunidade representar a PepsiCo e também viver essa experiência como cidadã brasileira.

Essa jornada começou muito antes das duas semanas de COP. Desde janeiro, implementamos uma agenda robusta de Assuntos Corporativos para consolidar a liderança da PepsiCo em temas que são estratégicos para nosso negócio (agenda pep+) e que mobilizam a sociedade, tais como: sistemas alimentares regenerativos, descarbonização, água e soluções gerais de impacto positivo para o planeta. Para isso, lançamos mão de uma estratégia envolvendo diversas áreas da companhia em colaboração para posicionar a PepsiCo como referência, influenciando stakeholders, debates e elevando a nossa reputação.

O evento em Belém foi onde toda essa agenda culminou e pudemos reforçar os nossos compromissos e consolidar a imagem da PepsiCo como parceiro de implementação – não apenas na retórica – junto a autoridades brasileiras e globais. Ou seja, reafirmar nosso papel como agente de transformação e liderança global em sustentabilidade, inspirando mudanças e acelerando o impacto positivo em larga escala.

O que mais me marcou nesses dias de COP foi perceber que a transição climática e do sistema alimentar onde nos inserimos depende de gente: produtores, comunidades, empresas, especialistas, jovens e pessoas de instituições diversas… todos construindo soluções em conjunto. A energia da Amazônia potencializou essa verdade de um jeito muito especial.

Saí da conferência com a certeza de que estamos na direção certa na PepsiCo. Nossas entregas em agricultura regenerativa, circularidade, água e clima mostram que não estamos falando de futuro — estamos falando de agora. Já praticamos na PepsiCo, entre diversas outras ações:

  • Mais de 330 mil hectares de agricultura regenerativa no mundo, sendo o Brasil referência global com avanços consistentes;

  •  Uso de energia renovável, como o biometano na fábrica de Itu/SP, e reaproveitamento de água nas operações brasileiras com o uso da tecnologia MBR/OR*;

  •  Iniciativas de impacto social que levam renda e segurança alimentar para quem mais precisa, como os projetos Agro Comunidades e Arroz de Aveia Quaker.

  • Tivemos a oportunidade de mostrar essas e muitas outras iniciativas da PepsiCo na COP30 em todas as mais de 400 interações com autoridades de alto nível que tivemos, 49 painéis dos quais participamos com 6 executivos presentes em mais de 84 horas de discussões, além das entrevistas à imprensa, influenciadores e patrocínio a projetos culturais locais.    

A COP30 me mostrou que, quando juntamos propósito com ação, o impacto aparece.

2. A CEO da COP30, Ana Toni, declarou que o combate às mudanças climáticas deve ganhar celeridade, e isso só acontecerá com a ajuda do setor privado. Como você acredita que as empresas podem participar desse movimento e como a PepsiCo está trabalhando para isso?

Quando a Ana Toni diz que a descarbonização só avança com o setor privado, ela fala uma verdade que eu vejo diariamente. As empresas têm capital, tecnologia, cadeias estruturadas e capacidade de inovação — e isso precisa ser colocado a serviço da agenda climática.

No nosso caso, estamos avançando em energia renovável, redução de emissões, agricultura regenerativa, embalagens circulares e gestão hídrica. Mas, mais do que isso, estamos influenciando nossa cadeia de valor e inspirando parceiros a adotarem metas e práticas semelhantes.

Um dos exemplos, no pilar de agricultura regenerativa, é a parceria que a PepsiCo fechou com a Griffith Foods, com participação da Milhão, nosso principal fornecedor de milho, que consiste em um programa-piloto de incentivo direto a produtores rurais no Cerrado brasileiro para acelerar a adoção de práticas de agricultura regenerativa. O modelo usado é híbrido: “Payment for Practice + Payment for Outcomes” — ou seja, os agricultores recebem compensações tanto pela adoção de técnicas sustentáveis (como compostagem, uso de insumos biológicos, redução no uso de fertilizantes químicos) quanto por resultados ambientais mensuráveis (como redução de agroquímicos, melhoria do solo, menores emissões). A iniciativa é financiada pela PepsiCo Global e os parceiros com investimento previsto de cerca de US$ 1 milhão ao longo de três anos.

O que acredito que as empresas precisam fazer, assim como a PepsiCo já faz, é intensificar a implementação, com metas mensuráveis e governança sólida. Nós já estamos nessa jornada há muitos anos e a COP30 reforçou que vamos continuar ampliando nosso impacto, com transparência, compromisso e escala.

3. Na PepsiCo, temas como ESG, diversidade e inclusão ocupam um lugar central na estratégia — não apenas como compromissos sociais, mas como elementos que impulsionam inovação e competitividade. Como essa visão tem orientado o trabalho de vocês? Pode compartilhar algum exemplo de como esses pilares têm contribuído para gerar valor no negócio?

O reconhecimento da CNI ao nosso trabalho com o SWOF foi um dos momentos mais especiais da COP30 para nós. É um programa inovador de pagamento por resultados ambientais. Isso significa que o agricultor é remunerado não pela intenção, mas pelos impactos reais — como aumento de carbono no solo, redução de erosão, uso eficiente de fertilizantes e melhoria da qualidade da água. Na prática, isso representa:

  • agricultores recebendo renda adicional diretamente pela adoção de práticas regenerativas, como plantio direto, rotação de culturas e redução de insumos;

  •  uso de metodologias científicas para medir resultados ambientais, garantindo credibilidade;

  •  construção de um modelo escalável que reduz risco para o produtor e acelera a transição agroambiental.

Para a PepsiCo, esse reconhecimento demonstra que estamos contribuindo para a agenda agrícola brasileira de forma concreta, verificável e com impacto socioeconômico real.

4. A COP30 também trouxe anúncios importantes voltados à agricultura regenerativa, como o investimento da Rockefeller para fortalecer cadeias locais e conectar a produção sustentável à alimentação escolar. Diante desse movimento global e do ambiente regulatório favorável no Brasil, qual é a importância de ampliar iniciativas que impulsionem a agricultura regenerativa em escala, inclusive a partir do setor privado?

O anúncio da Rockefeller foi um momento muito simbólico na COP, porque deixa evidente que o mundo finalmente entendeu que agricultura regenerativa é solução climática, social e econômica.

E isso conversa muito com o que fazemos todos os dias na PepsiCo. Tenho muito orgulho de ver nossos produtores parceiros implementando rotação de culturas, manejo de solo, agricultura de precisão, redução de insumos químicos — e ainda colhendo mais produtividade. Na prática, estamos:

  • Implementando práticas regenerativas em nossa cadeia de batata e milho, com monitoramento técnico e agronômico com nossos fornecedores diretos;

  •  Garantindo o acesso a de fertilizantes com baixa pegada de carbono aos produtores de nossa cadeia, por meio de uma parceria com a Yara;

  •  Utilizando tecnologia aplicada, como sensores, agricultura de precisão, dados de satélite e análises de solo;

  •  Oferecendo capacitação contínua e ferramentas digitais que ajudam o produtor a reduzir custos e melhorar produtividade com menor impacto ambiental.

O setor privado é crucial para promover escala — porque só conseguimos transformar quando existe mercado, investimento e infraestrutura técnica. Quando o setor privado se engaja de verdade, a mudança acontece mais rápido. E o Brasil tem tudo para liderar: clima, biodiversidade, tecnologia e, principalmente, gente que sabe produzir com excelência.

5. Ao longo do evento, ganhou força a ideia de que transformar os sistemas alimentares, da produção ao consumo, é essencial para reduzir emissões, garantir segurança alimentar e proteger a Amazônia. O Brasil tem políticas, biodiversidade e conhecimento para liderar essa agenda, mas o grande desafio continua sendo ganhar escala em práticas regenerativas e integrar a agricultura familiar às cadeias formais. O que você acredita que precisa acontecer agora, no pós-COP, para que essa transformação dos sistemas alimentares avance de forma concreta e se consolide como um legado do Brasil?

Para que o Brasil consolide seu protagonismo global após a COP30, precisamos avançar em soluções muito práticas:

     1. Escalar práticas regenerativas:

  •  Implementar modelos como o SWOF e ampliar acesso a crédito verde.

  •  Estruturar programas que remunerem serviços ambientais.

  •  Expandir iniciativas já adotadas por empresas como a PepsiCo, que hoje apoia agricultores desde assistência técnica até inovação no campo.

     2. Integrar agricultura familiar às cadeias formais: programas como o nosso de compras inclusivas, que já conectam pequenos produtores a mercados estruturados, precisam se multiplicar.

     3. Criar métricas e políticas claras: a COP debateu muito a necessidade de padrões de mensuração para carbono, água e biodiversidade. Isso dará segurança a produtores e empresas.

     4. Mobilizar consumidores: transformação do sistema alimentar exige educação para escolhas mais sustentáveis.

O legado do Brasil depende da nossa capacidade de construir confiança entre governos, empresas e produtores — e de transformar compromissos em entregas mensuráveis.

A PepsiCo seguirá contribuindo com aquilo que sabemos fazer bem: escala, inovação, parceria com agricultores e implementação real em campo.

Gostou da entrevista? Confira nosso site para mais conteúdos sobre inovação.

5 coisas do mundo da inovação que você precisa saber – Novembro

O que rolou no mês de novembro
no mundo da inovação

Novembro trouxe avanços marcantes no cenário da inovação global. De novas lideranças na corrida da inteligência artificial a marcos importantes na agenda climática, passando por descobertas científicas e inovações de impacto direto na saúde e no consumo, o mês refletiu o dinamismo de um mundo em transformação. A seguir, reunimos os principais destaques que ajudam a entender esse movimento:

COP30 atrai os holofotes para o Brasil
A conferência do clima em Belém aprovou novos indicadores de adaptação e reconheceu o papel dos povos indígenas na agenda ambiental. Mas frustrou ao não firmar prazos para o fim dos combustíveis fósseis nem avançar em mecanismos de financiamento climático.

Brasil adota taxonomia para guiar economia verde e combater greenwashing
O país passa a contar com critérios técnicos para definir o que é — ou não — sustentável na economia. A ferramenta poderá reorientar subsídios, crédito público e compras governamentais, além de apoiar empresas na adoção de práticas mais transparentes e alinhadas à agenda climática.

ChatGPT entra no e-commerce com nova busca de compras
A OpenAI lançou uma funcionalidade que permite ao ChatGPT pesquisar produtos, indicar links e facilitar compras diretamente pela conversa. A novidade funciona com o modelo GPT-5 mini, treinado especificamente para tarefas de consumo, e chegou em meio à temporada de Black Friday.

Google assume liderança na corrida da IA com o Gemini 3
O novo modelo de linguagem da empresa superou concorrentes como ChatGPT e Claude em mais de 20 benchmarks, destacando-se em raciocínio, multimodalidade e planejamento. Integrado já no primeiro dia ao buscador da empresa, o Gemini 3 sinaliza a retomada do protagonismo do Google na corrida por inteligência artificial.

Web Summit discute o futuro
A IA dominou o Web Summit em Lisboa, com foco em agentes autônomos e uso ético da tecnologia. O Brasil se destacou com mais de 300 startups, reforçando sua imagem como hub global de inovação e mirando expansão internacional.

Acompanhar os movimentos do mercado é o primeiro passo para antecipar tendências e inovar com impacto. Todo mês, a curadoria do PepsiCo Labs reúne os acontecimentos que estão redesenhando o futuro dos negócios – com tecnologia, propósito e ação.

5 coisas do mundo da inovação que você precisa saber – Outubro

O que rolou no mês de outubro
no mundo da inovação

Outubro foi um mês de avanços decisivos em ciência, tecnologia e inovação. Da ascensão da OpenAI como a startup mais valiosa do mundo ao lançamento de novas soluções para energia limpa e agricultura inteligente, o período mostrou como o futuro está sendo moldado por diferentes forças — da inteligência artificial à transição energética. Reunimos os principais destaques que traduzem esse movimento:

OpenAI ultrapassa SpaceX e se torna startup mais valiosa do mundo
A empresa alcançou US$ 500 bilhões em valor de mercado após uma rodada secundária que movimentou US$ 6,6 bilhões em ações de funcionários para fundos como SoftBank e Thrive Capital. O salto reflete o momento de euforia em torno da IA e consolida a OpenAI no centro da corrida global pela tecnologia.

Nobel de economia vai para a inovação
Os economistas Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt foram reconhecidos por estudos que mostram como a inovação se tornou um dos principais motores do crescimento global. As descobertas ajudam a entender de que forma políticas voltadas à ciência, tecnologia e empreendedorismo podem gerar economias mais dinâmicas e sustentáveis.

OpenAI lança navegador ChatGPT Atlas e desafia o domínio do Google
A OpenAI apresentou o ChatGPT Atlas, seu primeiro navegador com IA integrada, que permite interagir diretamente com páginas da web — resumindo textos, organizando informações ou automatizando tarefas. Disponível inicialmente para macOS, o lançamento amplia a presença da empresa em um setor dominado pelo Google Chrome.

Brasil cria centro de hidrogênio limpo para impulsionar transição energética
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e a Embrapii anunciaram um novo Centro de Competência em Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono, com investimento de R$ 60 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. A iniciativa busca aproximar pesquisa e indústria, acelerar o desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono e fortalecer o papel do Brasil na transição energética rumo à COP30.

Líderes globais pedem proibição da “superinteligência” em IA
Mais de 800 figuras públicas, incluindo cientistas, políticos, celebridades e líderes religiosos — entre eles Geoffrey Hinton, Steve Wozniak, Richard Branson e Meghan Markle — assinaram uma carta aberta pedindo a proibição do desenvolvimento de sistemas de “superinteligência” até que existam garantias de segurança e controle. A iniciativa, liderada pelo Future of Life Institute, reacende o debate sobre os riscos de perder o controle sobre a IA e pressiona governos a avançarem em regulações globais.

Acompanhar os movimentos do mercado é o primeiro passo para antecipar tendências e inovar com impacto. Todo mês, a curadoria do PepsiCo Labs reúne os acontecimentos que estão redesenhando o futuro dos negócios – com tecnologia, propósito e ação.

COP30

COP30

A COP30 está chegando — e, este ano, todos os olhos se voltam para o Brasil. Belém, no coração da Amazônia, será o palco das principais conversas globais sobre clima, reunindo governos, empresas e sociedade civil.

A poucos dias do início do encontro, trouxemos um resumo objetivo para quem quer entender o que é a COP, a importância dessa edição e como a PepsiCo participa dessa conversa.

Antes de mais nada, o que é a COP?

COP é a Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). É o principal fórum global para negociação de políticas climáticas, reunindo anualmente quase todos os países do mundo para avaliar o que já foi feito, revisar metas e negociar próximos passos para conter a crise climática.

Desde a primeira edição, em 1995, as COPs vêm definindo os rumos da governança climática global. Foi nelas que nasceram marcos importantes, como o Protocolo de Kyoto (1997), que estabeleceu as primeiras metas obrigatórias de redução de emissões, e o Acordo de Paris (2015), que consolidou o compromisso de limitar o aquecimento global a 1,5°C. Ao longo dos anos, o evento evoluiu de um espaço de negociação entre governos para uma plataforma mais ampla, que também envolve empresas, organizações e sociedade civil na busca por soluções concretas.

A COP em Belém

Sediar a COP coloca a Amazônia no centro das soluções — e o Brasil no centro da articulação. A expectativa está em três frentes: 

  1. metas nacionais (NDCs) mais claras, 
  2. financiamento para transformar metas em projetos e 
  3. implementação em áreas como agricultura, florestas, energia e cidades. 

O país também vem usando encontros preparatórios para costurar consensos antes da conferência.

O que se espera da COP30

O foco é pragmático: transformar planos em execução. Isso significa revisar o nível de ambição dos compromissos climáticos, definir com mais clareza como os avanços serão medidos e criar instrumentos financeiros capazes de atrair investimento privado para projetos concretos — especialmente em países em desenvolvimento. A própria UNFCCC tem reforçado essa direção, destacando a importância de medir, decidir e implementar de forma transparente e colaborativa.

PepsiCo: presença confirmada

A PepsiCo – uma empresa agroindustrial presente há 72 anos no país, e que adquire cerca de 450 mil toneladas de insumos agrícolas por ano para produzir alimentos de marcas icônicas dos brasileiros como Lay´s, Doritos, Ruffles, Cheetos, Quaker, Toddynho e Kero Coco – já garantiu a participação de seus líderes na COP e em eventos pré-COP. Essa presença é parte de um movimento contínuo de diálogo e cooperação com diferentes atores da cadeia climática e reforça o compromisso da empresa com uma atuação cada vez mais próxima dos territórios.

Este ano, por exemplo, Jim Andrew, Chief Sustainability Officer global da PepsiCo, fez uma visita ao Brasil onde reforçou a importância desse compromisso e o papel de empresas globais na construção de soluções sustentáveis que conciliem crescimento e responsabilidade ambiental.

Essa visão se traduz no pep+ (PepsiCo Positive), nossa estratégia global de transformação, que orienta todas as áreas do negócio em direção a um modelo de crescimento sustentável. O plano reúne metas concretas, como zerar emissões líquidas até 2040, ampliar o uso de energia renovável e expandir práticas agrícolas regenerativas — pilares que refletem o compromisso da PepsiCo em gerar impacto positivo nas pessoas e no planeta. Saiba mais em www.pepsico.com.br e PepsiCo Brasil (@pepsico_br)

Para fechar

A COP30 chega para redefinir prioridades e acelerar a ação. O que for debatido em Belém pode orientar os próximos passos da agenda climática global — e influenciar a forma como governos, empresas e consumidores encaram a sustentabilidade daqui para frente.

Seguiremos acompanhando de perto os desdobramentos e participando ativamente dessa conversa, com o mesmo propósito que nos move todos os dias: contribuir para um sistema alimentar mais sustentável, resiliente e positivo para todos.

5 perguntas com Alex Carreteiro

5 perguntas com Alex Carreteiro

Inovar em alimentos e bebidas vai muito além da tecnologia. Na PepsiCo, significa cultivar uma cultura de transformação contínua, que conecta sustentabilidade, dados e colaboração para gerar impacto em toda a cadeia de valor.

Nesta entrevista exclusiva, Alex Carreteiro, CEO da PepsiCo Brasil, compartilha como a operação brasileira vem acelerando essa agenda — da aplicação de IA no campo e nas vendas à importância da liderança próxima e de ecossistemas abertos para inovação.

Confira a conversa na íntegra:

1. Inovação costuma ser associada a grandes avanços tecnológicos, mas na prática, depende de cultura, decisões cotidianas e abertura para testar novas ideias. Na PepsiCo, iniciativas como o PepsiCo Labs vêm impulsionando essa mentalidade globalmente, conectando a companhia a soluções do ecossistema. O que significa, na sua visão, inovar em um negócio tão complexo quanto o de alimentos e bebidas? E como essa lógica tem se consolidado na operação brasileira?

Inovar em alimentos e bebidas é mais do que tecnologia — é cultura, atitude e visão de futuro. Na PepsiCo, entendemos que manter a relevância em um setor tão dinâmico e essencial como o de alimentos e bebidas exige muito mais do que lançar novos sabores ou produtos. Somos donos de marcas icônicas como Lay’s®, Ruffles®, Doritos®, Tostitos™, Quaker® e Kero Coco®, temos mais de 70 anos de história só no Brasil e com nossa presença global, cultivamos uma mentalidade inovadora que permeia todas as dimensões do nosso negócio.

Da origem ao consumidor final, inovação está em cada etapa. E, no Brasil, essa lógica se consolida de forma concreta e estratégica. A inovação começa no campo, com nossos produtores rurais e práticas agrícolas sustentáveis, passa pela forma como operamos, nos relacionamos com nossos públicos e colaboradores, e chega até o desenvolvimento de embalagens mais eficientes e recicláveis. Tudo isso com foco em impacto positivo, agilidade e adaptação às novas demandas do consumidor.

Por isso, tratamos Inovação como cultura, não como departamento. Na PepsiCo, inovar é uma responsabilidade compartilhada. Estimulamos essa mentalidade em todas as áreas — não apenas nas equipes de tecnologia ou P&D. Cada colaborador é incentivado a pensar de forma criativa e a propor soluções que melhorem processos, produtos e experiências. Essa abordagem colaborativa é o que nos torna, pelo segundo ano consecutivo, uma das empresas mais inovadoras do setor no Brasil, segundo o ranking Valor Inovação.

Iniciativas como o PepsiCo Labs aceleram essa jornada, conectando a companhia a startups e soluções disruptivas que ajudam a resolver desafios reais do negócio. É assim que transformamos ideias em impacto — com abertura, colaboração e coragem para testar o novo.

2. Segundo a McKinsey, o uso de inteligência artificial nas organizações saltou de 55% em 2023 para 78% em 2024, um avanço que mostra como a tecnologia vem ganhando espaço nas decisões estratégicas e operacionais. Como você enxerga o papel da IA no processo de inovação? E como a PepsiCo tem incorporado essa tecnologia nas operações do Brasil e do Cone Sul?

A inteligência artificial não deve ser considerada apenas como uma tendência — é uma alavanca poderosa de inovação. Na PepsiCo, entendemos que a IA não surgiu de forma repentina. Sempre usamos tecnologia para nos conectar com os consumidores, mas o avanço recente da IA tem ampliado exponencialmente nosso potencial de transformação — tanto nas decisões estratégicas quanto nas operações do dia a dia.

Em nossa cadeia de suprimentos, soluções de IA preditiva nos ajudam a antecipar problemas logísticos, prever demandas com mais precisão e gerenciar estoques de forma inteligente. Isso pode se traduzir em eficiência operacional, redução de custos e ganhos em sustentabilidade, pilares fundamentais para o nosso negócio.

Já na área de Vendas, estamos evoluindo nossa estratégia de Go to Market com forte digitalização. A IA e a automação estão remodelando o processo comercial, tornando-o mais ágil e inteligente. Nossos vendedores agora atuam de forma mais consultiva, com acesso a dados que permitem prever demandas, facilitar pedidos e fortalecer o relacionamento com clientes.

No Brasil e no Cone Sul, essas iniciativas estão ganhando força e escala, sempre com foco em gerar impacto positivo para as pessoas, o planeta e em garantir o sucesso do nosso negócio

Acompanhamos de perto as tendências e buscamos constantemente as melhores formas de aplicar a IA como motor de inovação sustentável.

3. Na PepsiCo, temas como ESG, diversidade e inclusão ocupam um lugar central na estratégia — não apenas como compromissos sociais, mas como elementos que impulsionam inovação e competitividade. Como essa visão tem orientado o trabalho de vocês? Pode compartilhar algum exemplo de como esses pilares têm contribuído para gerar valor no negócio?

Na PepsiCo, nossa agenda global de ESG não é apenas um compromisso — ela é o alicerce que orienta decisões estratégicas e impulsiona inovação em toda a cadeia de valor. A inteligência artificial, por exemplo, tem desempenhado um papel fundamental há anos, permitindo que nossas operações sejam mais sustentáveis, eficientes e integradas de ponta a ponta.

Um exemplo concreto está na aplicação de tecnologia no campo. Utilizamos IA e ferramentas digitais para otimizar o uso de recursos naturais, monitorar remotamente a saúde dos cultivos e antecipar riscos ambientais. Isso pode acelerar nossas iniciativas de agricultura regenerativa, contribui para a redução de emissões e fortalece a resiliência da nossa cadeia de suprimentos — gerando valor tangível para o negócio e para o planeta.

4. Você costuma destacar que a liderança precisa estar presente nas decisões do dia a dia, especialmente em momentos de transição ou construção de algo novo.  Em um cenário que exige transformação constante, o que diferencia, na sua visão, uma liderança inovadora? E qual tem sido o seu papel nesse processo dentro da PepsiCo?

Na PepsiCo, acreditamos que a inovação não nasce apenas de grandes ideias, mas da escuta ativa, da proximidade com as equipes e da conexão genuína com os consumidores. Em um cenário de transformação constante, o papel da liderança é estar presente — não apenas nas decisões estratégicas, mas também no cotidiano, onde as mudanças realmente acontecem.

Para mim, uma liderança inovadora se diferencia pela capacidade de cultivar uma cultura de abertura, curiosidade e colaboração. É sobre colocar as pessoas no centro, estimular o pensamento diverso e agir com agilidade diante dos desafios. Essa mentalidade é o que impulsiona soluções relevantes e sustentáveis.

No meu dia a dia, busco ser esse exemplo: estar próximo, ouvir com atenção, provocar reflexões e criar um ambiente onde todos se sintam parte da construção. Liderar, nesse contexto, é menos sobre controle e mais sobre inspiração e confiança.

5. Olhando para os próximos anos, o que está no seu radar como líder de uma das maiores operações da PepsiCo no mundo? Pensando tanto no ecossistema de inovação local quanto na própria companhia, quais movimentos você acredita que vão moldar o futuro do setor de alimentos e bebidas no Brasil e na América do Sul?

Nos próximos anos, vejo que a liderança funcionará como um agente catalisador de transformação — e isso exige cooperação, transparência e coragem para inovar. O consumidor está cada vez mais atento à origem dos produtos, à intencionalidade das marcas e à sustentabilidade da cadeia produtiva. Não basta fazer, é preciso mostrar com clareza o que estamos construindo e por que isso importa.

Estamos diante de uma urgência global: restaurar o equilíbrio climático enquanto atendemos à crescente demanda por alimentos. Isso exige soluções ousadas, escaláveis e colaborativas. A inovação, nesse contexto, não acontece em silos — ela nasce da troca, da escuta e da construção conjunta.

É por isso que iniciativas como o PepsiCo Labs são tão estratégicas. Nosso objetivo é identificar e conectar instituições, startups e ideias que possam resolver desafios não apenas da PepsiCo, mas do setor como um todo. Queremos escalar soluções que inspirem outros atores, moldem o futuro da indústria e gerem impacto positivo para o planeta e para as pessoas.

Como líder de uma das maiores operações da PepsiCo no mundo, meu radar está voltado para fortalecer esse ecossistema de inovação local, acelerar parcerias e garantir que a transformação seja inclusiva, sustentável e relevante para a América do Sul.

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