Para além dos grandes eventos midiáticos como o carnaval e o Super Bowl, fevereiro foi um mês marcado pela inovação. Discussões sobre inteligência artificial, novas dinâmicas de influência global e transformações no consumo mostraram como diferentes forças continuam moldando o presente — e apontando caminhos para o que vem por aí. A seguir, os destaques do mês.
Pessoas versus IA
Nessa matéria de capa, a Revista Time reuniu nove americanos para discutir os efeitos da IA, como perda de empregos, desinformação e impacto ambiental. Na Virgínia, cerca de 200 moradores se mobilizaram contra a construção de data centers ligados à tecnologia. Casos como esses evidenciam que, além de impulsionar a inovação, o avanço acelerado da IA já mobiliza debates relevantes para o futuro da sociedade.
Data centers espaciais acendem alerta sobre soberania digital
Empresas dos EUA e China anunciaram planos de construir data centers em órbita, prometendo aliviar pressões energéticas em países do Sul Global. Mas especialistas alertam: sem governança compartilhada, a tendência pode agravar a dependência digital e colocar dados fora do alcance de legislações nacionais.
O Super Bowl do GLP-1
Grande destaque de fevereiro, o Super Bowl foi uma vitrine para medicamentos GLP-1 (como Ozempic e Wegovy) na cultura pop. Marcas como Novo Nordisk, Eli Lilly e Ro investiram mais de US$ 10 milhões cada em anúncios com celebridades como Serena Williams e DJ Khaled, visando promover seus produtos e combater o estigma em torno deles. A estratégia mostra como esses remédios já estão inspirando transformações culturais que vão muito além da saúde.
Os 250 inovadores de destaque da Forbes
Para celebrar os 250 anos dos EUA, a Forbes listou os 250 maiores inovadores do país. A seleção vai de nomes clássicos da tecnologia, como Elon Musk e Sam Altman, a líderes de áreas diversas como Ralph Lauren, Oprah Winfrey e Jennifer Doudna – reforçando que inovação não é só sobre tecnologia, mas sobre visão, impacto e capacidade de gerar transformação.
O Panorama de Desinformação no Brasil
O uso de inteligência artificial para criar e espalhar conteúdos falsos explodiu no Brasil: segundo o 1º Panorama da Desinformação da Lupa, o número de deepfakes e outras peças falsas geradas por IA cresceu 308% em um ano. Em 2025, quase metade desses conteúdos tinham viés ideológico, o que acende o alerta para 2026, ano de eleições gerais, em que o impacto das fake news pode ser ainda mais profundo.
Acompanhar os movimentos do mercado é o primeiro passo para antecipar tendências e inovar com impacto. Todo mês, a curadoria do PepsiCo Labs reúne os acontecimentos que estão redesenhando o futuro dos negócios – com tecnologia, propósito e ação.