5 coisas do mundo da inovação que você precisa saber – Janeiro

O que rolou no mês de janeiro
no mundo da inovação

2026 começou levantando pautas importantes no cenário de inovação. Do avanço dos agentes de IA para áreas críticas – como saúde e pesquisa científica – ao esforço global por uma regulação mais moderna e inclusiva, o mês de janeiro mostrou como tecnologia, sociedade e políticas públicas estão cada vez mais entrelaçadas. A seguir, reunimos os principais destaques que ajudam a decifrar o que vem pela frente nos próximos meses:

CES mostra que a IA está em todo lugar
A feira de tecnologia de Las Vegas teve como tópico dominante a inteligência artificial em produtos do dia a dia. Robôs com movimentação realista, dispositivos para saúde feminina, companheiros virtuais e até um pirulito que toca música por condução óssea mostraram um mercado mais experimental e distribuído. Apesar das incertezas sobre adesão em massa, a CES reforçou que a IA está se espalhando por diferentes indústrias e suportes, viabilizando soluções cada vez mais disruptivas.

Claude amplia presença e reforça corrida global da IA
Na corrida pela IA, o destaque de janeiro foi para o Claude, da Anthropic. Além do assistente autônomo Claude Cowork, a ferramenta ganhou também recursos que a posicionam de forma inovadora no setor de saúde. O Claude for Healthcare conecta o modelo a sistemas médicos e o Claude for Life Sciences amplia as aplicações do chatbot em ensaios clínicos e pesquisa científica. Os avanços refletem a disseminação da IA em diferentes campos e tarefas – e serve como termômetro do que ainda pode vir por aí.

Global Risks Report 2026: Fórum Econômico Mundial alerta para riscos geoeconômicos e desinformação
Um dos relatórios mais esperados do ano, o Global Risks Report 2026 aponta os conflitos geoeconômicos como principal risco de curto prazo – um reflexo de um cenário global mais fragmentado e imprevisível. No longo prazo, os destaques são a desinformação e o uso não regulado de inteligência artificial, que caminham lado a lado. Os dados reforçam a urgência de definir governança e responsabilidades no uso de tecnologias emergentes, especialmente em ano de eleições em países como o Brasil.

Davos e o desafio de inovar com responsabilidade
Janeiro foi também o mês do tradicional encontro do Fórum Econômico Mundial em Davos. Neste ano, os debates destacaram a necessidade de equilibrar inovação com responsabilidade. Líderes como Yoshua Bengio e Yejin Choi alertaram para os riscos de uma IA que reproduz vieses e falhas humanas, enquanto executivos discutiram formas de redesenhar modelos de engajamento nas redes sociais. Houve também atenção ao papel do Sul Global – com representantes propondo modelos de desenvolvimento mais inclusivos, sustentáveis e digitais. Os diálogos reforçam que, diante de um cenário cada vez mais fragmentado, o futuro será moldado não só pela tecnologia, mas por quem define suas regras e valores.

Edelman Trust Barometer: insularidade é o novo sintoma da crise de confiança
Na edição de 2026, o Edelman Trust Barometer foca na “insularidade”, uma tendência coletiva a se fechar em “ilhas” – sejam elas pessoais, institucionais ou informacionais. Quatro forças alimentam o fenômeno: ansiedade econômica, medo da IA, desinformação e falta de ética percebida nas lideranças. De acordo com o estudo, 70% das pessoas não confiam em quem consome informações de fontes diferentes das suas. Apesar disso, a confiança cresce em países em desenvolvimento e o Brasil se destaca como o país com menor medo da IA substituir empregos. Em um mundo cada vez mais fragmentado, cresce a demanda por instituições que reconstruam pontes e atuem como mediadoras de diálogos e negociações.

Acompanhar os movimentos do mercado é o primeiro passo para antecipar tendências e inovar com impacto. Todo mês, a curadoria do PepsiCo Labs reúne os acontecimentos que estão redesenhando o futuro dos negócios – com tecnologia, propósito e ação.