COP30

COP30

A COP30 está chegando — e, este ano, todos os olhos se voltam para o Brasil. Belém, no coração da Amazônia, será o palco das principais conversas globais sobre clima, reunindo governos, empresas e sociedade civil.

A poucos dias do início do encontro, trouxemos um resumo objetivo para quem quer entender o que é a COP, a importância dessa edição e como a PepsiCo participa dessa conversa.

Antes de mais nada, o que é a COP?

COP é a Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). É o principal fórum global para negociação de políticas climáticas, reunindo anualmente quase todos os países do mundo para avaliar o que já foi feito, revisar metas e negociar próximos passos para conter a crise climática.

Desde a primeira edição, em 1995, as COPs vêm definindo os rumos da governança climática global. Foi nelas que nasceram marcos importantes, como o Protocolo de Kyoto (1997), que estabeleceu as primeiras metas obrigatórias de redução de emissões, e o Acordo de Paris (2015), que consolidou o compromisso de limitar o aquecimento global a 1,5°C. Ao longo dos anos, o evento evoluiu de um espaço de negociação entre governos para uma plataforma mais ampla, que também envolve empresas, organizações e sociedade civil na busca por soluções concretas.

A COP em Belém

Sediar a COP coloca a Amazônia no centro das soluções — e o Brasil no centro da articulação. A expectativa está em três frentes: 

  1. metas nacionais (NDCs) mais claras, 
  2. financiamento para transformar metas em projetos e 
  3. implementação em áreas como agricultura, florestas, energia e cidades. 

O país também vem usando encontros preparatórios para costurar consensos antes da conferência.

O que se espera da COP30

O foco é pragmático: transformar planos em execução. Isso significa revisar o nível de ambição dos compromissos climáticos, definir com mais clareza como os avanços serão medidos e criar instrumentos financeiros capazes de atrair investimento privado para projetos concretos — especialmente em países em desenvolvimento. A própria UNFCCC tem reforçado essa direção, destacando a importância de medir, decidir e implementar de forma transparente e colaborativa.

PepsiCo: presença confirmada

A PepsiCo – uma empresa agroindustrial presente há 72 anos no país, e que adquire cerca de 450 mil toneladas de insumos agrícolas por ano para produzir alimentos de marcas icônicas dos brasileiros como Lay´s, Doritos, Ruffles, Cheetos, Quaker, Toddynho e Kero Coco – já garantiu a participação de seus líderes na COP e em eventos pré-COP. Essa presença é parte de um movimento contínuo de diálogo e cooperação com diferentes atores da cadeia climática e reforça o compromisso da empresa com uma atuação cada vez mais próxima dos territórios.

Este ano, por exemplo, Jim Andrew, Chief Sustainability Officer global da PepsiCo, fez uma visita ao Brasil onde reforçou a importância desse compromisso e o papel de empresas globais na construção de soluções sustentáveis que conciliem crescimento e responsabilidade ambiental.

Essa visão se traduz no pep+ (PepsiCo Positive), nossa estratégia global de transformação, que orienta todas as áreas do negócio em direção a um modelo de crescimento sustentável. O plano reúne metas concretas, como zerar emissões líquidas até 2040, ampliar o uso de energia renovável e expandir práticas agrícolas regenerativas — pilares que refletem o compromisso da PepsiCo em gerar impacto positivo nas pessoas e no planeta. Saiba mais em www.pepsico.com.br e PepsiCo Brasil (@pepsico_br)

Para fechar

A COP30 chega para redefinir prioridades e acelerar a ação. O que for debatido em Belém pode orientar os próximos passos da agenda climática global — e influenciar a forma como governos, empresas e consumidores encaram a sustentabilidade daqui para frente.

Seguiremos acompanhando de perto os desdobramentos e participando ativamente dessa conversa, com o mesmo propósito que nos move todos os dias: contribuir para um sistema alimentar mais sustentável, resiliente e positivo para todos.

5 perguntas com Alex Carreteiro

5 perguntas com Alex Carreteiro

Inovar em alimentos e bebidas vai muito além da tecnologia. Na PepsiCo, significa cultivar uma cultura de transformação contínua, que conecta sustentabilidade, dados e colaboração para gerar impacto em toda a cadeia de valor.

Nesta entrevista exclusiva, Alex Carreteiro, CEO da PepsiCo Brasil, compartilha como a operação brasileira vem acelerando essa agenda — da aplicação de IA no campo e nas vendas à importância da liderança próxima e de ecossistemas abertos para inovação.

Confira a conversa na íntegra:

1. Inovação costuma ser associada a grandes avanços tecnológicos, mas na prática, depende de cultura, decisões cotidianas e abertura para testar novas ideias. Na PepsiCo, iniciativas como o PepsiCo Labs vêm impulsionando essa mentalidade globalmente, conectando a companhia a soluções do ecossistema. O que significa, na sua visão, inovar em um negócio tão complexo quanto o de alimentos e bebidas? E como essa lógica tem se consolidado na operação brasileira?

Inovar em alimentos e bebidas é mais do que tecnologia — é cultura, atitude e visão de futuro. Na PepsiCo, entendemos que manter a relevância em um setor tão dinâmico e essencial como o de alimentos e bebidas exige muito mais do que lançar novos sabores ou produtos. Somos donos de marcas icônicas como Lay’s®, Ruffles®, Doritos®, Tostitos™, Quaker® e Kero Coco®, temos mais de 70 anos de história só no Brasil e com nossa presença global, cultivamos uma mentalidade inovadora que permeia todas as dimensões do nosso negócio.

Da origem ao consumidor final, inovação está em cada etapa. E, no Brasil, essa lógica se consolida de forma concreta e estratégica. A inovação começa no campo, com nossos produtores rurais e práticas agrícolas sustentáveis, passa pela forma como operamos, nos relacionamos com nossos públicos e colaboradores, e chega até o desenvolvimento de embalagens mais eficientes e recicláveis. Tudo isso com foco em impacto positivo, agilidade e adaptação às novas demandas do consumidor.

Por isso, tratamos Inovação como cultura, não como departamento. Na PepsiCo, inovar é uma responsabilidade compartilhada. Estimulamos essa mentalidade em todas as áreas — não apenas nas equipes de tecnologia ou P&D. Cada colaborador é incentivado a pensar de forma criativa e a propor soluções que melhorem processos, produtos e experiências. Essa abordagem colaborativa é o que nos torna, pelo segundo ano consecutivo, uma das empresas mais inovadoras do setor no Brasil, segundo o ranking Valor Inovação.

Iniciativas como o PepsiCo Labs aceleram essa jornada, conectando a companhia a startups e soluções disruptivas que ajudam a resolver desafios reais do negócio. É assim que transformamos ideias em impacto — com abertura, colaboração e coragem para testar o novo.

2. Segundo a McKinsey, o uso de inteligência artificial nas organizações saltou de 55% em 2023 para 78% em 2024, um avanço que mostra como a tecnologia vem ganhando espaço nas decisões estratégicas e operacionais. Como você enxerga o papel da IA no processo de inovação? E como a PepsiCo tem incorporado essa tecnologia nas operações do Brasil e do Cone Sul?

A inteligência artificial não deve ser considerada apenas como uma tendência — é uma alavanca poderosa de inovação. Na PepsiCo, entendemos que a IA não surgiu de forma repentina. Sempre usamos tecnologia para nos conectar com os consumidores, mas o avanço recente da IA tem ampliado exponencialmente nosso potencial de transformação — tanto nas decisões estratégicas quanto nas operações do dia a dia.

Em nossa cadeia de suprimentos, soluções de IA preditiva nos ajudam a antecipar problemas logísticos, prever demandas com mais precisão e gerenciar estoques de forma inteligente. Isso pode se traduzir em eficiência operacional, redução de custos e ganhos em sustentabilidade, pilares fundamentais para o nosso negócio.

Já na área de Vendas, estamos evoluindo nossa estratégia de Go to Market com forte digitalização. A IA e a automação estão remodelando o processo comercial, tornando-o mais ágil e inteligente. Nossos vendedores agora atuam de forma mais consultiva, com acesso a dados que permitem prever demandas, facilitar pedidos e fortalecer o relacionamento com clientes.

No Brasil e no Cone Sul, essas iniciativas estão ganhando força e escala, sempre com foco em gerar impacto positivo para as pessoas, o planeta e em garantir o sucesso do nosso negócio

Acompanhamos de perto as tendências e buscamos constantemente as melhores formas de aplicar a IA como motor de inovação sustentável.

3. Na PepsiCo, temas como ESG, diversidade e inclusão ocupam um lugar central na estratégia — não apenas como compromissos sociais, mas como elementos que impulsionam inovação e competitividade. Como essa visão tem orientado o trabalho de vocês? Pode compartilhar algum exemplo de como esses pilares têm contribuído para gerar valor no negócio?

Na PepsiCo, nossa agenda global de ESG não é apenas um compromisso — ela é o alicerce que orienta decisões estratégicas e impulsiona inovação em toda a cadeia de valor. A inteligência artificial, por exemplo, tem desempenhado um papel fundamental há anos, permitindo que nossas operações sejam mais sustentáveis, eficientes e integradas de ponta a ponta.

Um exemplo concreto está na aplicação de tecnologia no campo. Utilizamos IA e ferramentas digitais para otimizar o uso de recursos naturais, monitorar remotamente a saúde dos cultivos e antecipar riscos ambientais. Isso pode acelerar nossas iniciativas de agricultura regenerativa, contribui para a redução de emissões e fortalece a resiliência da nossa cadeia de suprimentos — gerando valor tangível para o negócio e para o planeta.

4. Você costuma destacar que a liderança precisa estar presente nas decisões do dia a dia, especialmente em momentos de transição ou construção de algo novo.  Em um cenário que exige transformação constante, o que diferencia, na sua visão, uma liderança inovadora? E qual tem sido o seu papel nesse processo dentro da PepsiCo?

Na PepsiCo, acreditamos que a inovação não nasce apenas de grandes ideias, mas da escuta ativa, da proximidade com as equipes e da conexão genuína com os consumidores. Em um cenário de transformação constante, o papel da liderança é estar presente — não apenas nas decisões estratégicas, mas também no cotidiano, onde as mudanças realmente acontecem.

Para mim, uma liderança inovadora se diferencia pela capacidade de cultivar uma cultura de abertura, curiosidade e colaboração. É sobre colocar as pessoas no centro, estimular o pensamento diverso e agir com agilidade diante dos desafios. Essa mentalidade é o que impulsiona soluções relevantes e sustentáveis.

No meu dia a dia, busco ser esse exemplo: estar próximo, ouvir com atenção, provocar reflexões e criar um ambiente onde todos se sintam parte da construção. Liderar, nesse contexto, é menos sobre controle e mais sobre inspiração e confiança.

5. Olhando para os próximos anos, o que está no seu radar como líder de uma das maiores operações da PepsiCo no mundo? Pensando tanto no ecossistema de inovação local quanto na própria companhia, quais movimentos você acredita que vão moldar o futuro do setor de alimentos e bebidas no Brasil e na América do Sul?

Nos próximos anos, vejo que a liderança funcionará como um agente catalisador de transformação — e isso exige cooperação, transparência e coragem para inovar. O consumidor está cada vez mais atento à origem dos produtos, à intencionalidade das marcas e à sustentabilidade da cadeia produtiva. Não basta fazer, é preciso mostrar com clareza o que estamos construindo e por que isso importa.

Estamos diante de uma urgência global: restaurar o equilíbrio climático enquanto atendemos à crescente demanda por alimentos. Isso exige soluções ousadas, escaláveis e colaborativas. A inovação, nesse contexto, não acontece em silos — ela nasce da troca, da escuta e da construção conjunta.

É por isso que iniciativas como o PepsiCo Labs são tão estratégicas. Nosso objetivo é identificar e conectar instituições, startups e ideias que possam resolver desafios não apenas da PepsiCo, mas do setor como um todo. Queremos escalar soluções que inspirem outros atores, moldem o futuro da indústria e gerem impacto positivo para o planeta e para as pessoas.

Como líder de uma das maiores operações da PepsiCo no mundo, meu radar está voltado para fortalecer esse ecossistema de inovação local, acelerar parcerias e garantir que a transformação seja inclusiva, sustentável e relevante para a América do Sul.

Gostou da entrevista? Confira nosso site para mais conteúdos sobre inovação.

Inteligência Artificial: Aceleração Sem Precedentes

Inteligência Artificial: Aceleração Sem Precedentes

Se você acha que a inteligência artificial está avançando rápido demais, não é só impressão. Mary Meeker – a lendária analista conhecida por antecipar grandes viradas da internet – voltou após seis anos de silêncio com um relatório de 340 páginas sobre IA. O documento, lançado em maio, já movimenta Vale do Silício e C-levels ao redor do mundo.

Reunimos alguns destaques que ajudam a entender por que a transformação em curso é descrita, repetidamente, como sem precedentes:

Adoção sem precedentes
O ChatGPT alcançou 800 milhões de usuários semanais desde seu lançamento, em novembro de 2022, um salto que levou 20 anos para o PC e 6 anos para o celular. Em dois anos, a ferramenta já atingiu o mesmo volume de buscas que o Google levou 11 anos para conquistar;

Guerra dos chips e infraestrutura
As Big Techs aumentaram em 63% seus investimentos de capital em 2024, somando US$ 212 bilhões. Nvidia, Amazon, Google e Meta tratam o desenvolvimento de hardwares próprios como prioridade estratégica, transformando a IA em um verdadeiro motor físico da inovação;

Empresas apostando tudo
Segundo a Morgan Stanley, 75% dos CMOs globais já testam ou usam IA em suas operações. Enquanto isso, o número de desenvolvedores no ecossistema do Google cresceu cinco vezes em um ano, chegando a 7 milhões. Funções como “AI manager” surgem em diferentes setores para supervisionar agentes autônomos;

China acelera
Modelos locais como DeepSeek, Qwen e Ernie alcançam alta performance com menor custo de treinamento. O país já lidera em aplicações estratégicas como saúde, defesa e logística – reforçando a ideia de que liderança em IA é também liderança geopolítica;

Robôs à vista
A evolução de modelos multimodais e interfaces de voz pavimenta o caminho para robôs utilitários. Da agricultura à mineração, a IA começa a ganhar corpo físico – e a próxima geração de usuários poderá nascer em um mundo já “AI-native”.

O que isso significa para os negócios?

O relatório mostra que a IA não é apenas uma revolução tecnológica, mas uma reorganização das forças econômicas e sociais globais. Para empresas, isso significa navegar um cenário em que custos caem rapidamente, novos modelos surgem em ritmo acelerado e a adoção acontece em escala planetária.

Assim como a internet se tornou invisível por estar em tudo, a inteligência artificial caminha para ser o próximo tecido que conecta negócios, consumidores e governos. O desafio – e a oportunidade – está em traduzir esse ritmo sem precedentes em impacto real.

5 coisas do mundo da inovação que você precisa saber – Setembro

O que rolou no mês de setembro
no mundo da inovação

Setembro foi um mês de grandes movimentações no cenário da inovação. De investimentos bilionários a descobertas científicas, passando por novidades em inteligência artificial, o período mostrou sinais do que pode transformar os próximos anos. Reunimos os cinco destaques que marcaram esse mês: 

 Robôs humanoides atraem megainvestimento
A startup californiana Figure AI, especializada em robôs humanoides, captou mais de US$ 1 bilhão, alcançando valor de mercado de US$ 39 bilhões – menos de um ano atrás, a Figure valia apenas US$ 2,6 bilhões. Com aporte liderado pelo fundo Parkway, a empresa planeja fabricar 100 mil robôs humanoides em 4 anos para fábricas, armazéns e até casas, refletindo a crescente demanda por automação.

Sinais de “fim do inverno” para startups no Brasil
Depois de dois anos de retração, o ecossistema de startups brasileiras voltou a mostrar fôlego em setembro: foram mais de R$ 300 milhões investidos em apenas 10 dias, em rodadas e fusões relevantes. Entre elas, a healthtech Arvo captou R$ 106 milhões, e a união das agtechs Arado e Frexco criou uma nova líder do setor. O movimento sinaliza um possível “fim do inverno”, e indica um mercado mais cauteloso, mas em retomada, com capital direcionado de forma estratégica para setores como fintechs e IA.

Cientistas criam solução para eliminar “químicos eternos”
Pesquisadores da Universidade de Adelaide desenvolveram um material ativado por luz capaz de degradar os PFAS — poluentes conhecidos como “químicos eternos” por resistirem à decomposição por milhares de anos. Em testes de laboratório, o processo eliminou até 99% dessas substâncias, transformando-as em compostos inofensivos como fluoreto.

OpenAI lança o ChatGPT Pulse
A OpenAI lançou o Pulse, recurso que gera relatórios personalizados enquanto o usuário dorme, entregando resumos de notícias, agendas e insights logo pela manhã. Exclusivo para o plano Pro (US$ 200/mês), o Pulse conecta apps como Gmail e Google Calendar e marca a mudança do ChatGPT para um modelo mais proativo, atuando como um assistente que antecipa necessidades.

Nvidia investe na Intel: novos avanços na guerra dos chips
A fabricante de chips gráficos Nvidia surpreendeu o mercado ao investir US$ 5 bilhões na Intel, tornando-se acionista relevante e parceira no desenvolvimento de chips. Na mesma semana, anunciou aporte de até US$ 100 bilhões na OpenAI, criadora do ChatGPT, fortalecendo sua posição na corrida da IA e levantando debates antitruste.

Acompanhar os movimentos do mercado é o primeiro passo para antecipar tendências e inovar com impacto. Todo mês, a curadoria do PepsiCo Labs reúne os acontecimentos que estão redesenhando o futuro dos negócios – com tecnologia, propósito e ação.